A última memória de um banqueiro
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Baltazar de Noronha, o banqueiro que um dia controlou ministros, jornais e fortunas, vê-se agora julgado pelo colapso do seu império financeiro e pelo impacto devastador que deixou na vida de milhares de pessoas.
Enquanto o país assiste, dividido entre a sede de condenação e o ceticismo, o juiz Luís Azenha enfrenta o dilema moral de quem sabe que a verdade nem sempre cabe nos autos. A sua sentença, juridicamente correta, revela-se fria diante da dimensão humana da culpa.
Entre as falhas de memória de Baltazar – já prisioneiro de uma demência incipiente – e a lucidez dolorosa dos lesados que perderam tudo, este é o retrato de um país onde a aparência pesa mais do que a justiça, e onde a redenção é, muitas vezes, um luxo tardio.
Inspirado em factos públicos, A última memória de um banqueiro, da Juíza-Secretária do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais, Eliana de Almeida Pinto, expõe o lado invisível do poder e das consciências: a queda de um homem que esquece os próprios pecados e o fardo de um juiz que nunca os poderá esquecer.
Juíza Desembargadora no Tribunal Central Administrativo Sul, em Lisboa. Atualmente, exerce as funções de Juíza-Secretária do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais. Foi juíza-formadora durante quatro anos.
É autora de diversas publicações técnicas e científicas em direito administrativo e fiscal, ética judicial e organização judiciária, tendo participado em conferências nacionais e internacionais.
Este romance é o prolongamento natural da sua experiência profissional, procurando abrir um espaço literário onde se encontram Justiça e Literatura.

