Cemitério de Pardais

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É fim-de-ano. Um homem de 88 anos, sozinho, cego e débil, espera o telefonema da sua neta – e o leitor acompanha-o hora a hora, neste que será o seu último dia. Recorda que foi num réveillon que conheceu Marina, a espanhola que foi o grande amor da sua vida, desaparecida no acidente que o cegou e o mergulhou na escuridão dos remorsos. Vai acertando contas com a vida, mas cada lembrança é uma ferida.

Um retrato profundamente humano da velhice, de um espírito preso num corpo – como os pardais que entravam pela boca de um cavalo de bronze e nunca encontravam a saída.

Uma obra que surpreende num tom coloquial e ajuda a reflectir sobre a amizade, o amor, a família, o destino e o fim dos nossos mais queridos.

Nasceu na Covilhã. Já foi operário têxtil, jornalista, empreendedor, formador, consultor e chefe de gabinete de três presidentes de câmara. Hoje dedica-se inteiramente à  escrita e à (acredita ele) conclusão do doutoramento em Comunicação na Universidade da Beira Interior.

Autor plural em temas, linguagens e estilos, percorre o romance histórico, o contemporâneo, a poesia, o teatro e o conto. Nove prémios literários, obras traduzidas em inglês, russo, sérvio, indonésio e chinês. Em 2025, Dust in the Gale foi seleccionado para o Dublin Literary Award 2026. Distinguido no Brasil com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Cívico e Cultural e com o Troféu Cristo Redentor pela Academia de Letras e Artes de Paranapuã.

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