Cinco dias de silêncio
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Um apagão programado. Uma cidade no escuro. Cinco dias que mudam tudo.
Em poucas horas, Lisboa transforma-se no palco de uma greve de informáticos tão improvável quanto inquietantemente plausível. Semáforos cegos paralisam as avenidas, as redes bancárias bloqueiam, os supermercados fecham e o silêncio das comunicações amplia as tensões do nosso tempo até ao limiar do pesadelo.
No centro do caos, Samuel Matos, um engenheiro cínico encarregue de impor o apagão, assiste à derrocada das suas certezas. À medida que o isolamento consome a capital, o colapso tecnológico expõe fragilidades íntimas, conduzindo-o a relações marcadas pela violência e pela transgressão.
Entre a urgência dos piquetes e o desejo desesperado de pertença, Cinco Dias de Silêncio é um romance especulativo e visceral sobre a fragilidade da ordem humana e a angústia de uma sociedade confrontada com um silêncio que já não sabe habitar.
Quem somos nós quando os ecrãs se apagam e o presente se torna num território desconhecido?
Nasceu em Lisboa, em 1969.
Antes de se dedicar à escrita e à tecnologia, percorreu um caminho diversificado que incluiu a construção civil, a indústria naval e a hotelaria. Embora vindo das Humanidades, a paixão pela inovação levou-o à Engenharia Multimédia e a uma carreira como analista e programador em empresas nacionais e estrangeiras.
Estreou-se no romance em 2015 com A Máquina não Gosta de Gatos. Tem colaborado com diversas publicações anglo-saxónicas, como The Dillydoun Review e The Opiate Magazine.
Atualmente, trabalha em programação enquanto explora, na ficção, a interseção entre o hardware social e o software humano.

